NÃO ENGULA O CHICLETE!
2 semanas atrás
Por onde ando e as histórias que trago na mochila...



Gostosuras com travessuras. Muita travessura. E só gostosuras.


Depois de almoçarmos um delicioso Filhote com risoto e purê de mandioquinha num hotel bem bacanudo, Robson, Savana mais Júnior e Adriadna receberam a gente na gostosa casa do seu Expedito. Cheia de árvores frutíferas no imenso quintal. Com uma vista maravilhosa, em frente a um braço de rio que já desemboca no Atlântico. O rio vem da direita e dá no mar. Que fica à esquerda. Muito à esquerda. Porque tem uma maré vazante impressionante. Vimos a água batendo há quilômetros. Mas todo o rastro dela permanecia por onde caminhamos. Poças. Caranguejinhos (do tamanho do meu mindinho). Conchas. Marcas na areia. E uma lama preta tão melequenta que encardiu nossos pés.



Então, fomos caminhando e caminhando até um curral. Um emaranhado de madeira em forma de um grande V. No vértice, uma gaiola pra reter peixes durante a baixa da água. Lá dentro, dois peixões prisioneiros numa pequena poça d'água.



Milhões de casinhas de pequenos moluscos cobriam as madeiras do curral. Esse crustácião devia estar escondido em algum pedaço de mangue. E pelo jeito, foi pra panela.

Infelizmente, tem também lixo, pra mostrar a falta de noção de alguns. O que acaba levantando uma bolaça pros gringos dizerem que não conseguimos cuidar do que é nosso.
Essa é a flor da Carambola, que eu nem fazia idéia. No quintal da casa do seu Expedito. Tinha também Manga Rosa. Muruci. Côco. E essa frutinha de casca grossa que eu simplesmente não consigo lembrar o nome.


Se alguém quiser me mandar de volta pra lá pra algum "celvisso" desimportante, não vou ficar triste.
um pouco mais de sossego, acabamos encontrando um cantinho chamado praia da Curvina. Uma imensa faixa de mangue preservada, e protegida por lei, impede o acesso dos carros. Conclusão: poucos frequentam. Então foi lá mesmo que pulamos nossas 7 ondinhas. Na falta de champagne, tomamos nossa Ice Vodca. Fizemos nossa oração. Nossos pedidos. Intenções e ziriguiduns pra 2009. Tudo em paz. No calçadão da orla, fogos e música. Na praia, só os da paz. No dia seguinte, foi também lá que uma caminhada quase sem fim mostrou mais delicadezas de um lugar tão especial como o encontro do mangue com o mar.

Foi nesta orla, que demos a primeira corridinha no calçadão do ano. Um calçadão cheio de Primaveras e Palmeiras. E Garças. Gigantes. Observando todo o movimento. Lá também comemos uma surpreendentemente gostosa pizza no Paulista. Foi assim que, em Salinópolis, recebemos 2009.
Ainda conhecemos uma outra praia fantástica naquela região, com nossos amigos paraenses, que vai merecer outro post amanhã, de tantas fotos lindas que fiz por lá.