quarta-feira, 16 de julho de 2008
Rebordosa...
Sempre depois de uma boa bebedeira, de uma gandaia daquelas, de uma orgia gastronômica, da embriaguês do tico e teco, do happy end e da mania vem o dia seguinte. É o fim da feira. A xepa. Nenhum único esqueleto carbônico disponível para uma única ligação fosfato sequer. É a inanição celular. O efeito rebote. Vulgo: ressaca. Zumbido no ouvido. Pupilas dilatadas. Occipital em febre por qualquer vibração. Articulações espasmódicas. Carne em dor. Boca seca. Hálito: de capô de jipe. Cor: icterítica. Não há sobras da felicidade anterior. Da disposição e vibração, nem sombra. Só cacos e bagaços. Das promessas e planos só um eco chato pra lembrar a inaptidão da realidade.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Salve, Salve...
Um dia depois da Queda da Bastilha, mas pra lá de alguns séculos depois, a Capoeira foi assumida como patrimônio da Cultura Brasileira. O que é da gente ninguém tasca e uma hora comemos do tacho.
Minha liberdade...pra viagem...
Trata-se de eu poder ser quem eu sou. Das minhas escolhas. Das certas e erradas. De gostar do que sou. Das qualidades e defeitos. De gostar de quem me faz querer ser melhor. Mas gosta do que já tenho pra oferecer. De experimentar, ousar, rir e cantar alto. Ter medo e recuar. De fazer o que gosto, com quem gosto, na hora que eu conseguir fazer. Sem repressão. Sem cobrança. Sem críticas infrutíferas. Vale até ser cúmplice. Algoz, jamais. Vai querer agora ou quer que embrulhe pra viagem?
sábado, 12 de julho de 2008
Addiction...
O vício por amor é dose dependente. Quanto mais se tem, mais se precisa pra suprir os efeitos entorpecentes. A abstinência gera uma síndrome pior que a addiction por açúcar, nicotina ou heroína. Mas como com qualquer outra droga, o organismo se acostuma e consegue sobreviver, mal e porcamente, sem. Até o momento em que um único sinal, cheiro ou resquício, ínfimo que seja, esquecido em algum canto do coração mal lavado resolva emergir subitamente pra devastar o que ainda resta de dignidade aos humores viscerais. É a orgia do tico e teco se embebedando nas dopaminas pela presença das migalhas viciantes. Não há tratamento. Só a espera pelo afogamento dos estúpidos no próprio sangue e até que se esqueçam que a vida pode ser muito mais que só isso.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Teoria da relatividade...
"Quanto maiores as massas e quanto mais elas se aproximam umas das outras, maiores os efeitos da relatividade", ou seja, tem seu comportamento alterado pelo outro. E não é que é?
domingo, 6 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
E o Meu medo de ter medo de ter medo...
"Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
E insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está la porque não vemos" (temos?)
Que saudades das letras do Renato Russo. Um ariano com alma de psiciano...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Energia de escape...
Buraco Negro é um objeto que tem um campo gravitacional tão intenso, que a velocidade de atração é maior que a da luz, então não há reflexão de luz. Negro. Impossível ver o que há dentro. Mas sabe-se que há muita, muita energia. Segundo os físicos, de ocorrência normal na natureza. Sinto os buracos negros ao meu redor. Não é difícil entrar em um deles. E tão pouco, fácil de sair. Às vezes é possível desviar-se. Mas não evitá-los. Também sinto a quantidade de energia. Por isso, não se trata de algo que corrói os ossos ou os tecidos moles ou etéreos da existência humana. Mas também não é possível sair ileso. Na verdade há certa desintegração, sim. Mas com a quantidade de energia disponível em tamanha escuridão é admiravelmente viável recompor-se com certa superioridade ao que foi perdido. O problema, na verdade, é a escuridão. Não gosto de pensar no escuro. Há outras pessoas também. Aliás, lá é delicadamente mais provável de encontrar pessoas especiais e partilhar momentos felizes. Mas é no escuro. Tenho claustrofobia no escuro. Mesmo fresco, o ar parece parado. Com esta energia toda, há mais oxigênio e menos poluição, sem dúvida. Mas o sentido dos olhos me é mais caro. Quando o vejo de longe, sei que não escaparei e fujo pelas laterais. Quando sou sugada por um, sei que exercitarei a virtude da paciência. Porque sei que certamente sairei. Sem saber quando. Mas recomposta. Melhor. Purificada, até. E em outra dimensão. Diferente daquela que deixei antes do escape. Com ar mais puro. Até mais colorida. Uma aventura e tanto. Mas que preguiça.
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