Partida pela Estação da Luz num trem da CPTM com destino à Jundiaí. São os caminhos da Railway, que em 1867 ligou Jundiaí a Santos para escoar a produção de café, construindo assim boa parte da riqueza do Estado de SP. Há vários roteiros a escolher, mas nós escolhemos o cultural, pra conhecer uma antiga fazenda de café - Fazenda N.Sra.Da Conceição. Antes, uma paradinha no Museu Ferroviário Cia. Paulista de Estradas de Ferro que, pelo que pudemos ver, já disponibilizou boa parte do acervo, mas ainda tem muito material e informação para organizar, restaurar e disponibilizar para o público. Ao lado, um antigo galpão de manutenção dos trens em estado lamentável. Realmente um potencial descaradamente ignorado, que na minha modesta e inútil opinião, seria a solução pra tantos engodos da nossa economia e quem sabe até do nosso meio ambiente. Enfim, é um passeio simples, mas a viagem é muito agradável e cheia de boas histórias pra contar.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Adeus a um amigo...
"Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápito fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo."
Caim, 2009.
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A quem interessar possa: o trecho acima trata-se apenas de uma citação do Livro CAIM (2009, Companhia das Letras), último livro publicado em vida do autor que mais me iluminou a alma, José Saramago, que faleceu na data que fiz essa postagem. Não sou católica e muito menos evangélica. E não me interesso por discussões ou proselitismo religioso cybernético.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Tá na hora do arraiá...
Além da belezura, sou muito prendada e cheia de predicadu. Sei dançá a quadrilha e fazê miu cozidu. Sei remendá carça esgarçada e carpiná matu cumpridu. Sei fazê café fraquim e tomém café ducim. Sei dá beijo estaladu e carçá meia em pé cansadu. Sei tocá sanfona e cantá modi viola. Sei, inté falá ingreis e tomém arraso no francês. Ocê qué casá cumigo? domingo, 13 de junho de 2010
Hoje é dia...
..de Santo Antônio. Ai, ai, ai. Conheço gente que tá virando o coitado de ponta cabeça. A única coisa que consigo pensar é que ainda não fui a nenhuma festa junina. E não sei se consigo tão cedo. Bom, uma pipoquinha com quentão talvez saia na hora do jogo do Brasil, na terça. Quem sabe Santo Antônio também dê as caras por lá?
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Nada como um dia depois do outro...
Não acredito mais em providência divina. Aliás, nunca acreditei. Apesar disso, gosto de uma frase que pessoas que assim se colocam perante a vida citam: "aqui se faz, aqui se paga". Mas, óbvio, não acho que é um castigo de deus pelas malvadezas que fazemos, mas simplesmente porque nossos atos têm consequências. Somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Assim, é mais coerente outro dito popular que diz que "quem semeia vento, colhe tempestade". Então, só sento e espero. Como uma bola de cristal, adivinho os acontecimentos. Vejo cada trovão estalando no horizonte. E a tempestade vindo do sul. O vento revirando o pó em redemoinho no meio do nada. A escuridão cobrindo o céu em dia claro. As minhas tempestades, conheço todas. Por malvadeza minha ou, como no futebol, um erro de direito mesmo. Só desejo aprender a ser melhor e olhar por onde ando pra não plantar o que não quero colher. Mas sou humana e meu lado perverso não consegue deixar de se regozijar vendo armar a tempestade que além de plantada foi planejada e arquitetada em detalhes sem dó nem piedade. Mais engraçado vai ser ver que não há guarda chuva para aparar o que esse aguaceiro vai causar. Não me julgue mal. Mas eu vou querer ver de camarote.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Muito zen...
Mais uma prova de que São Paulo é do mundo. Templo Zu Lai, em Cotia. Depois do Km 28 da Raposo Tavares. Aproveitamos também o restaurante vegetariano no lugar que me fez sentir num templo Shaolin na China. Atividades religiosas, educacionais, sociais e culturais são abertas aos que querem conhecer um pouco mais do Budismo Humanista. Namastê
domingo, 30 de maio de 2010
Marakuthai...
Restô Thailandês muito charmoso com muitos toques brasileiros, indianos e também franceses, na Itu. Uma Chef super jovem que veio de Ilha Bela, onde começou suas artes que também estão pela decoração do espaço. É pra comer com os olhos. E o melhor, os preços são bem razoáveis.
domingo, 16 de maio de 2010
Hoje, é o que tem...
Quero ser eu mesma.
Quero ser leve.
Quero ser feliz.
Quero mandar os chatos catarem coquinho.
E os arrogantes, chuparem meu dedão do pé.
sábado, 8 de maio de 2010
Meu heterônimo...
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"
Álvaro de Campos
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Vivendo e aprendendo...
Tenho prestado muita atenção no meu espanto ao encontrar pessoas que há muito não vejo e noto que não mudam. Não evoluem. Nem involuem. Estão lá, elas mesmas. Claro que devem ter essa mesma sensação em relação a mim. E isso me angustia. Por que estou sempre atrás de coisas diferentes. Autores diferentes. Músicas diferentes. Línguas diferentes. Idéias. Comidas. Roupas. Gente. Lugares. Whatever... Costumo me enfastiar rápido com as mesmices, então isso é apenas uma questão de sobrevivência e não de excentricidade. Por isso o espanto. Não consigo imaginar ser possível suportar a chatice do mesmo, todo dia. Ontem li um trecho de Albert Camus, um clássico francês, que diz mais ou menos assim (segundo minha tradução livre de fundo de quintal): "Não caminhe a minha frente, pode ser que eu não te siga. Não caminhe atrás de mim, pode ser que eu não te guie. Caminhe ao meu lado e seja meu amigo". Me vi fazendo esse trajeto pelas minhas relações. Também, que alguns amigos não conseguem topar meus novos anseios nas relações. Alguns me querem lobo na matilha. Outros, que eu pegue o mesmo trem. E os que me querem platéia de seu belo espetáculo. Hoje tô querendo andar ao lado. Só pra contar e ouvir histórias. Se der pra dividir idéias, já vai ser lucro. Mas não me peça mais pra não mais me enxergar. Meu umbigo também existe.
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