quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sushi globalizado...

 
Com saquê japa e vinho tinto chileno. Espumante gaúcho, macaron italiano e chocolate paraense de sobremesa. Música e papo em francês. Decoração paulista. Capoeira baiana. Palavrões em alemão. Compania mastercad*. E sonhos em Quebequoa. Tava très très bon! Felicitations au Chef! Que é paulista do ABC.
* que não tem preço!





segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Essa semana tem mais...

 
Filmes nacionais a R$2,oo na rede Cinemark. Na Pinacoteca, "A Fotografia como Eu Sou", de Lita Cerqueira, pra comemorar o mês da Consciência Negra, que está bem bonita.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mais um Cineclube...

 
Inauguração do Cineclube Segall. Sábado, 07/11 às 11h da matina, Madeinusa (Peru/Espanha, 2006) de Claudia Llosa. É a mesma diretora de A Teta Assustada (Peru/Espanha, 2009) que vi semana passada (o das batatas na alma). E Magaly Solier trabalha nos dois filmes. As sessões são gratuitas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Concertos Matinais na Sala SP...

 
Depois da visita monitorada às instalações do complexo Sorocabana/Julio Prestes, hoje Sala São Paulo sede da OSESP, só me restava ir a um concerto lá. Domingo de manhã, as sessões populares na Sala SP custam R$2,oo. Você ainda pode pagar meia se for estudante, maior de 60 anos ou aposentado.


Não podia, mas fotografei o concerto da Orquestra Sinfônica Juvenil de SP, porque a regente era nada menos que a Mônica Giardini. Quem? Regente da Fanfarra do Beatíssima quando eu era menina e fiz algumas tentativas mal sucedidas na música. Mas ela tinha a maior paciência. Minha irmã, mais esperta que eu neste quesito, foi uma aluna mais assídua, mas hoje acabo curtindo mais que ela esse tipo de evento... Adorei ver a Mônica. Parabéns profe! Anyway, fiquei com vontade de reclamar sobre poder tirar fotos do espaço. Não é do Estado de SP? Não pago impostos? Se não veicular comercialmente, que mal tem? Ninguém conseguiu me explicar ainda. Parece coisa de celebridade deslumbrada. Domingo, dia 8 tem a OSESP com Beethoven na agulha. Se ainda tiver ingresso pra pobre, vou de novo.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mais Fores Astrais...








sábado, 31 de outubro de 2009

Roteiro cultural da semana...

 
Na terça, teve Matisse again. Dessa vez a Pinacoteca tava mais tranquila. Mas ainda não consegui ver Cubismo, a outra exposição lá. Também curti um pouco mais a Variations, de Céleste Boursier-Mougenot. Muito Zen... Depois teve o atordoante Museu da Língua Portuguesa, com Cora Coralina e seus cadernos com a linda caligrafia e o Fracês no Brasil em todos os sentidos, com muito Vitor Hugo, Baudelaire, balé, abajour e quadrilhe. O tour se encerrou no Museu de Arte Sacra e no Museu do Presépio.


Vista da Estação da Luz a partir dos fundos do Museu da Lígua Portuguesa. Não é Paris?

Na quarta, finalmente a visita monitorada à Sala São Paulo. A restauração da década de 90 deixou o espaço digno de primeiro mundo. Acho difícil uma sala de concertos como essa dando sopa por aí. Aproveitei pra descolar ingressos para domingo de manhã a R$2,oo. É. R$2,oo mesmo. Por isso é de manhã. Ainda não é para a OSESP, mas para a Sinfônica Juvenil de SP. Só que a OSESP também está nesta programação popular.


Mas o dia terminou mesmo com Bastardos Inglórios (Tarantino, EUA, 2009). Preferia um filme da Mostra de Cinema. Mesmo porque não gosto da sangueira do Tarantino, mas as trilhas sonoras dele continuam minhas prediletas. Além do roteiro solto de sempre, foi engraçado ver Brad Pitt tentando um italiano com o sotaque do sul dos EUA.

Na sexta, a oficina com a curadora da exposição Rodin do Ateliê ao Museu: Fotografias e Esculturas. No MASP. Minha baba do ano acabou-se toda lá. Rodin e fotografia. Ele sabia promover seu trabalho. "Dirigiu" vários fotógrafos amadores pra ver um outro lado de suas esculturas. Depois outros, já famosos, fizeram arte sobre arte. Steichen, Haweis e Coles. Adorei. Mas volto de novo pra ver melhor. Após esta estadia no Brasil, as fotografias vão para uma reserva técnica de 20 anos. Vão descansar porque estão desmanchando.

sábado, 24 de outubro de 2009

Lasar Segall...

 
No ritmo da mostra de cinema, fiz um roteiro para semana pra aproveitrar a visita da amiga e minha "adida cultural" lá de BH, a Maria Lucia Dornas, do Descubraminas. Hoje pra conferir, fui com a minha irmã mais velha conhecer o Museu Lasar Segall. Fica na Vila Mariana. Tem duas salas de cinemas, bem pequenas mas, muito agradáveis e num espaço delicioso. Vimos a exposição Lasar Segall Retrospectiva, e descobri que o traço dele é exatamente do período que eu mais aprecio na história da arte. Voltarei pra ver Pagu/Oswald/Segall. Também assistimos à Teta Assustada (Peru, 2009) na programação do Cine Segall, que não está na mostra mas bem que podia. O filme fala sobre as batatas que todos temos escondidas em nossas almas. Muito bom. Semana que vem tem mais.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

33ª Mostra Internacional de Cinema em SP...




De 23 de outubro à 5 de novembro de 2009. Em uma iniciativa pioneira também acontecerá on-line pelo The auteurs. Na telona mesmo, comecei pelo EU, ELA E MINHA ALMA (COLD SOULS, 2009, EUA) de Sophie Barthes, que é francesa, com o Paul Giamatti, que eu adoro. Queria que minha alma fosse uma jujuba!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Gengibre...


Refrescante no Octávio Café. De nouveau again.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia de feriado...

Dia sem sol. Dia sem luz.
O tempo venta e a nuvem faz sombra na minha vontade.
Àgua da chuva pra embaçar a lente do óculos que não uso mais.
A janela me espera pra pensar no que ainda tenho pra fazer.

domingo, 4 de outubro de 2009

CCBB...



Centro Cultural Banco do Brasil. Voltei pra ver Kandisnky. Acabei vendo a Virada Russa. E gostei mesmo do Pável Filónov, também do início do séc. XX. O cafezinho na cafeteria também tava bom.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Minha yoga...




domingo, 27 de setembro de 2009

Macarons...


Festival de Macarons no Só Doce - Moema.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De novo...



Na Pinacoteca de SP pra ver Matisse. Mas sempre é pra visitar o prédio que eu mais adoro.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Novo Vizinho...


Um pouco antes da primavera chegar, um casal bem falante apareceu na vizinhança. Fizeram seu ninho bem acima da minha janela. E passam o dia conversando e me espiando.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Não tem preço...

Esperei alguns dias pra não me pronunciar no furor da vitória e correr o risco de ser xarope. Mas foi engraçado ver o Maradona roendo unha de raiva. Durante a semana foi muito chato vê-lo rindo e contando exultante quando fez o gol com a mão ou ainda quando o Branco tomou a água "batizada". Não tenho essa imagem de safado dos nuestros hermanos, mas achei bom avacalharem com a felicidade do jeitinho argentino. Coisa feia.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ainda de férias...

Pra variar, a família mais comilona de toda a vizinhança fez um caldinho verde, já tradicional nos nossos invernos, pra comemorar o frio de doer ossos que fez no meio de julho. Mas bem no dia do escalda-estômago o sol deu as graças e suamos em bicas tomando caldo verde e também um caldinho de mandioquinha. Tudo dentro do pão italiano. Um banquete. Uma orgia gastronômica, como diria um velho amigo, porque tava tudo muito gostoso e mega caprichado. De novo assim, só ano que vem. Nóis espera. A máfia na cozinha: até a Kica e a Lilica. A cozinha tá pequena! Ah! Esqueci do Bobby!!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um twitter??

Ganhei um. Mas não sei muito bem pra que serve. Mais um brinquedinho aqui pra me tirar do rumo.

Quarentena...

Em SP, as escolas ainda em quarentena, mas a molecada achou mesmo que era um prolongamento das férias. Então todo mundo arrumou coisa pra fazer já que o sol resolveu dar as caras neste inverno úmido do sul da zona sul. Fomos ao Solo Sagrado, em Embu Guaçu, às margens da Represa do Guarapiranga. O protótipo de paraíso, segundo os seguidores da Igreja Messiânica. É mesmo um lugar impressionantemente lindo. Sua construção terminou em 1995 e é muito perto de casa, mas que nunca fomos conhecer. É um dos maiores jardins particulares da América Latina e está aberto pra todos os credos e filosofias que tenham um objetivo semelhante, curtir a paz da natureza preservada. E representa mesmo um pedaço de paz num canto do mundo meio mal tratado e esquecido do mundo. Exposições, cursos e boa música estão no cardápo cultural.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sexo, drogas e rock and roll...

Nasci sob o signo de peixes quando Secos e Molhados faziam sucesso e os "love and peace" vinham entorpecidos de Woodstock proclamando a chegada da Era de Aquário. Às vezes me pergunto onde foram parar? Será que viraram abóbora ou morreram de overdose? Ou se contaminaram com a caretice workaholic do consumismo chato e vazio? Criaram filhos cafajestes e filhas confusas. Serão avós bobos sem histórias pra contar. O mundo podia tá mais colorido.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Teoria da relatividade...

Idiota é tudo aquilo que não serve pra mim. Encheção é o que me faz refletir sobre uma atitude inadequada em relação a outro que não assumo. O que me faz feliz, pode te causar urticária. O que te faz sorrir, pode doer meus rins. O que eu chamo de liberdade você, de autoritarismo. Tenho bronquite alérgica. E há anos não frequento barzinhos e coisa e tal, porque passo mal. Quem fuma nunca se importou se tava me enervando. Agora, a lei enerva a falta de liberdade de quem é viciado(addition não é doença?). Mas por que vou me preocupar? Tô livre pra ir onde quero. Democracia é assim. Pra uns dá. Pra outros não.

sábado, 8 de agosto de 2009

Caráter e caracteres...

Quanto vale a sua alma?

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mils cafés...

Café Octávio.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Teatro Municipal...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mais preguiça...

Então só vou postar, de novo, fotos! Claro, de São Paulo. Esse é Mosteiro do destemido São Bento. Abriga obras de arte que já fazem dele um incrível museu. Há uma réplica, por exemplo, da Pietà de Michelangelo. Foi todo restaurado para a última visita do Papa. Mas não é permitido fotos no interior. Então, tive que me contentar com o que deu.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Adivinha?

As minhas duas vedetes do centro de SP. Martinelli e...
BANESPA.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ainda São Paulo...

Centro Cultual Banco do Brasil.

domingo, 5 de julho de 2009

Só São Paulo...

Solar da Marquesa de Santos.

sábado, 4 de julho de 2009

Mais de São Paulo...

Uma voltinha nos arredores do Pátio do Colégio.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fazendo turismo...

Em março, ganhei de presente de aniversário de uma amiga querida, o Turista Aprendiz (Mário de Andrade. Itatiaia, 2002). Tava meio preguiçosa e com muita coisa na fila. Só comecei a leitura agora. O prefácio já é um mega petisco. Que inveja verde dessa viagem. Ele passou três meses de 1927 em roteiro pelo Peru, Bolívia, Norte e Nordeste em comitiva, na companhia da dama do café, Olívia Guedes Penteado, e mais duas senhorinhas (entre elas a filha de Tarsila do Amaral), pra voltar com idéias em ebulição para completar o Modernismo made in Brazil. Macunaíma deve ter nascido por aí. Ainda exibe suas qualidades como fotógrafo, registrando as brasilidades encantado com os recursos fotográficos da época. Ele simplesmente fez o que me coçou durante minha ida à Belém: "viagens pelo Amazonas até o Peru, pelo Madeira até a Bolívia e por Marajó até dizer chega". No Pará, me provocou: "(...) provamos o açaí (...) tomar banho de água doce em quase pleno mar (...) Menu: Camorim. Pato com tucupi. Leitão com farinha d'água. Compota de bacuri, creme de abacate, e o sorvete de murici que tem gosto de queijo parmesão ralado com açúcar. E frutas, frutas (...) Em Belém o calorão dilata os esqueletos e meu corpo ficou extamente do tamanho de minha alma (...) Gosma de rã jaguaretê-cunaguaru dá felicidade pra caça e pesca (...) Nesta noite provei sorvete de graviola. Esquisito... a graviola tem gosto de graviola mesmo, isso é incontestável, mas não é um sabor perfeitamente independente. É antes uma imagem, uma metáfora, uma síntese apressada. É a imagem de todas essas ervas, frutas condimentares, que, insistindo são profundamente enjoativas. Não chega a ser ruim, mas irrita. Aliás, o guaraná daqui, pelo menos o que eu provei, tem um gosto vazio, fica-se na mesma (...)." Também me deu um pouco da esquizofrenia literária, que eu tanto gosto: "Aliás, também em SP, nas minhas solidões procuradas de que eu gosto tanto (...) sempre tudo se enche de mim, de gente, de seres (...) são sempre ou personagens que eu invento pra ter casos pacíficos e felizes com eles, ou são meus companheiros de vida, meus amigos. Mas são sempre amigos melhores que meus amigos de carne e osso, os mesmo nomes e nos corpos mas melhorados por mim (...) O que eu sinto, ou o que eu faço é enquanto estou escrevendo, e até lendo, é ter o quarto habitado, em geral um, raro dois amigos, que estão ali, juro que estão, lendo por cima dos meus ombros o que escrevo (...) É tão bom (...) eu nunca me sinto deserto e provando o gosto sáfaro da solidão que quando estou numa sala cheia de pessoas, mesmo sendo todas amigas. É indiscutível: eu gosto muito mais dos meus amigos quando eles estão longe de mim." Quando crescer, quero saber viajar que nem ele...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sou mesmo e daí...

Dizer que sou politicamente correta costuma ser motivo de chacota entre meus conhecidos descolados. Passando por uma situação destas, em que eu era a única do "tipo", me lembrei de uma história bizarra que me subverteu as conexões sinápticas da memória longínqua. Vai saber por que eu lembro deste tipo de coisa. O caso se deu na biblioteca da faculdade, no meu primeiro ano de USP, no fim da década de 80. Um veterano notou minha chateação quando não encontrei um livro que eu precisava para uma prova na semana seguinte. Um daqueles livros de auto-ajuda acadêmica. Cheio de regras e esquemas. Conteúdo mesmo que é bom... Mas era o dito que constava na referência da minha avaliação. E como meu colega era um cara gentil, educado, até meio mauricinho pro meu gosto, mas enfim, um sujeito que pelos corredores da facul eu chamaria de interessado, me ofereceu o livro dele. Que sorte a minha. Um altruísta no meu dia! Mas havia um senão. Oi? É. Você não pode ler ele por aí. Como assim por aí? Eu corria o risco de ser solicitada a devolver o livro. Ele havia sido "achado". Me entende? E foi o que aconteceu. Durante minha leitura na sala de aula, outro colega, cara simples, do tipo durango, morador do CRUSP, comia no bandejão, bolsista após as aulas pra ajudar com a grana, me fez a pergunta constrangedora. Em milésimos o livro, meio mofado comprado em um sebo, mudou de mãos. Ele sumiu do vestiário de sobre minhas coisas. Alguém da minha turma, não foi? Recuperei seu livro, não me faz responder isso. Na data combinada pra devolução ainda levei um pito por ser trouxa e perder uma descolada dessas. Passei quatro anos tentando ler o caráter de meus colegas de universidade. Eu tinha só 17 anos.

domingo, 14 de junho de 2009

Facilidades da vida moderna...

É mais facil dar as costas do que dar a mão.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Para o chá da tarde...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mais uma peninha...

Acabo de ganhar mais uma peninha no meu cocar de guia de programa de índio (como minha família classifica meus gostos por aventuras e diversão). Ontem fiz 4 das 6h de estrada no breu da noite. O mundo apareceu pra mim com aquela fotografia espetáculo. Depois do pôr do sol, o azul do céu ficou lúcido com o contorno fogo das montanhas, que me pareceu um abajur gigante da red light street. É que eu sofro de uma maldição em que minha visão se reduz a míseros nada, sem a luz do sol. Mas ontem a Fernão Dias foi também Fernão Noites. Com os pedágios, a estrada apareceu toda pintadinha. High Hills? Não. Minhas montanhas intrasponíveis costumam ser um pouco mais abstratas. -- Pra variar me perdi em Belo Horizonte. Mas dessa vez foi um perdido de dar dó. Fiquei triste porque acho que estou esquecendo a cidade. Devo é estar tentando esquecer outra coisa de lá. Não me lembro o que é. Freud deve explicar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tá chegando...

domingo, 31 de maio de 2009

La vie en rose...

sábado, 30 de maio de 2009

Mr.Magali...

Ele comeu mesmo tudo isso. Deve ser genético. Minha mãe, grávida da minha irmã, uma vez passou mal de tanto comer melancia com o pai dele, que quase parou no hospital de "congestão". É sempre uma briga pra conseguir comer um pedacinho a mais quando a família tá toda reunida... inhame..inhame..

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Depois da Tempestade...

Sempre tem um por de sol.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cantinhos de SP...

No domingo passado estive na Catedral da Sé. Que eu ainda não conhecia. Considerando que, a contar do marco zero que consta bem no meio da Praça da Sé, minha casa fica a quase 40km de lá e mais o todo o trânsito ao longo do caminho, isso é bem compreensível. Mas não é desculpa. Aos domingos tudo fica mais tranquilo. Pelo menos um pouco. Então é possível andar por SP com uma relativa calma, sem o estresse que lhe é peculiar. O local foi escolhido no Séc XVI, pelo Cacique Tibiriçá, para se erguer a primeira igreja da cidade que em 1745 ganhou o estatus de catedral. Em 1914 iniciou-se a construção que temos hoje em estilo gótico modificado e só terminou na década de 50. A maior igreja de SP e um dos cinco maiores templos góticos do mundo (lá cabem 8 mil pessoas!). Tudo muito austero. E imenso. Como deve ser o gótico. Qualquer um se sente um nada dentro de um espaço mega gicante destes. Quero voltar lá pra conhecer a cripta, pois há obras de artes e parece que o próprio espaço já é uma bela obra de arte.
Entrada para a Cripta

domingo, 3 de maio de 2009

Esta semana depois de ver uma propaganda exaltando a praticidade, a modernidade e mega a rapidez de um fazedor de sucos, lembrei de um aqui em casa que está às moscas. Hipnotizada pelas qualidades insuperáveis do negócio, logo pensei, que desperdício esse troço largado aí sendo que eu adoro sucos naturais. Então lá fui eu fazer, em menos de 5 minutos, um sucão delicioso, saudável, fresquinho. E tcharan... Passei duas horas limpando uma centrífuga com uma peneira cheia de buraquinhos delicados e pecinhas pentelhas. Essa parte não aparecia na propaganda. O suco até me deu azia.

domingo, 26 de abril de 2009

Mon petit plutois préféré...

Algumas coisas não tem preço! Só falta mais uma! Da-lhe gambazão gorducho e velhaco!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Questão de acessibilidade...

Em 2007, levei a sexagenária aqui de casa pra tomar a vacida da gripe no posto de saúde da Pampulha, em Belo Horizonte, onde eu morava na época. Um lugar super organizado, limpo e agradável. Tão diferente de tantos outros que é comum vermos pelos noticiários. Durante a pequena espera, notei um aviso escrito manualmente em cartolina rosa. Dava algumas explicações sobre a vacina. Coisas como apenas os idosos terem direito à dose gratuita e ainda, que não se pega gripe tomando a vacina já que o virus usado está "atenuado" e "fragmentado". Como usavam o termo técnico, pra completar essa última explicação, diziam: "...ou seja, morto e picado!" Depois de rirmos muito com a explicação engraçada, consegui ver o quanto é importante um agente de saúde que trabalha diretamente com o público absolutamente leigo deve ser paciente e didático. Provavelmente em outro lugar diriam apenas que entendem do negócio e que temos simplesmente que aceitar a ordem das coisas. Acho que daí é que nascem as lendas urbanas. Nossa sexagenária nunca mais reclamou de tomar a vacina. Também não acredita mais que fica gripada porque toma a tal vacina, afinal o bicho tá mortinho e picadinho. Direitinho.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Easter Codfish...

Todo mundo já sabe da animação da minha grande e barulhenta família ítalo-caipira, com direito a agregados da mesma espécie. E também que minha irmã arrumou uma família murrugo-italinana do mesmo calibre que, com a mesma sorte, traz agregados que só aumentam o barulho. Animada, boa de garfo e com receitas de família tão boas quanto as nossas. Então, só pra manter a tradição das famílias, na Páscoa teve o Bacalhau do Meu Cunhado, que já recebeu esse apelido mas que na verdade são de dois tipos. Um Às Natas e outro Ao Brás. Uma saladinha e também uma boa pasta, pros mais enjoadinhos, completaram o menu com o vinho português do Seu Zé, que foi "amplamente" apreciado por uma das agregadas movida à etanol. Conseguem imaginar a bagunça? Então, a Nega, pra mostrar "celvisso", serviu o arroz branco feito pelo marido nas forminhas lindíssimas da tuppeware ($). Uma arte só. Mas pra falar a verdade, acho que era pra controlar o consumo per capita mesmo (!#$%¨&*). Ou vai ver, só marketing ($). Mas tava tudo muito bunito e bão mesmo.
Mas arte pra valer é com essa turma aí.

Bom, daí no domingo teve churrasco no Embu e o Giba tirou o escorpião da porta do cofre que ele tem embaixo do colchão. Serviu a cachaça cearense tipo exportação pras primas pinguças lumbriguentas. Só regulou mesmo os charutos cubanos... Tô achando que ele serviu foi mesmo uma Velho Barreiro na garrafa da Ypioca, só pra tirar onda com a gente!
O limão é o Siciliano, que ele plantou lá. A Caninha adora.

Até a lagarta ficou espantadona!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Reciclagem de páscoa...

Minha família nunca teve o hábito de trocar presentes no Natal ou na Páscoa. No máximo um amigo secreto. As reuniões animadas regadas a muita comida sempre foram o mais importante. Mas com o advento dos agregados, a nova geração de crianças e o vírus inexorável do consumo, nas últimas páscoas, um fenômeno interessante e deveras engraçado tem circundado nossa convivência doméstica. A reciclagem. De ovos e colombas. Não estou reclamando de nada, não. Aliás acho ótemo. Imagine termos que comer todos os chocolates que ganharmos? Haja saúde. Então, se ganhei demais, passo pra frente. Mas o engraçado é que tem ovo já na terceira reciclagem. Então, não compro nada. Desperdício é a palavra démodé da década.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Humoridade....

Eu mais que ninguém entendo que sempre há o dia em que levantamos com o pé esquerdo e fica difícil achar qualquer coisa engraçada. Nesse dia tento ficar em casa e não puxar conversa com quem tá mais animado que eu. Com mais sorte, consigo me contagiar com a animação alheia. Rir de nossas próprias mazelas facilita um tanto. E não tenho dúvidas de que se trata de um charme a mais, porque traz um bocado de auto-crítica e, óbvio, bom humor. O que não dá pra descartar como fundamental. Mais que beleza ou inteligência. E pior do que aquele que não consegue rir de si mesmo, é o tal que adora sacanear todo mundo mas fica vermelho de raiva e desaba em impropérios quando chega sua vez. Melhor ficar de fora da conversa, não é mesmo? Mal humor crônico parece que será o mal dos anos 2010. Não me importarei quando chegarem as rugas, cabelos brancos ou as juntas duras e doloridas. Envelhecer faz parte do destino da humanidade. Mas vou tomar o remedinho mágico para não perder o humor pela vida.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Efeito boboleta...

Bénabar - L'Effet Papillon "C'est l'effect papillon: petites causes, grandes conséquences...petites choses dégâts (estragos) immenses!" http://www.youtube.com/watch?v=bAs8gN0j2Z8 Nem precisa traduzir...FANTASTIQUE!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Escondidinho do meu cunhado...

Tem tanta coisa pra postar aqui que vou acabar colocando tudo atrasado mesmo. Enfim. Em fevereiro teve aniversário da Neguinha. E de novidade ganhamos um Escondidinho de Carne Seca. A mais nova especialidade do meu cunhado. O Leo perguntou: - "Só tem isso pra comer?" Mas não vou mentir, não precisou mais nada. Agora, estamos esperando um de bacalhau. Quem sabe na Sexta Feira Santa ele se anima...

domingo, 5 de abril de 2009

Mundo pequeno...

Que São Paulo é uma cidade cheia de restôs pra lá de bons, escondidos, aparecidos, de gastronomia de tudo que é lugar do planeta, eu já havia percebido. Mas Santo Amaro? Meu imenso bairro tem me surpreendido dia após dia. Recebi um convite pra conhecer um restaurante Grego. - "Ah! Mas já fui ao Acrópolis, no Bom Retiro, umas três vezes. É realmente muito bom". - "Não. É o Café Olímpia, na Estilo Barroco, em frente ao Borba Gato, em Santo Amaro mesmo". Quase esquina com a Américo Brasiliense, na Chácara Santo Antônio, passo em frente todos os dias e nunca vi o tal do lugar. Total escondido pelas trepadeiras do largo muro. O nome do lugar, bem pequeno e pintado em letras azuis, foi impossível de localizar de dentro do carro. Mas depois de estacionar tranquilamente na própria rua, a porta se abriu e pude ver um lugar grande com fotos de praias paradisíacas e prêmios gastronômicos

decorando as paredes branquinhas junto com as bandeiras da Grécia e do Brasil, alinhadas pra receber o cliente. Um antepasto de beringela e outro de iogurte com pepinos e erva doce acompanharam charutinhos e almôndegas miúdas. Tudo muito gostoso.

Mussaka e carne de vitelo.

Ouzo, a bebida forte a base de anis, e um mussaka e carne de vitelo, com o toque perfeito da canela, completaram o banquete grego. Não demorou a música ao vivo começar. Muito alta. Não dava mais pra conversar. Então o restaurante inteiro, inteiro mesmo, se levantou pra dançar. Ver homens dançando sem medo de absolutamente nada é o charme mais encantador que se pode provar.

Mocinhos gregos dançando. E lindos.

Um astral delicioso que sempre vai até o meio da madrugada. Minhas energias acabaram antes, mas várias gerações de família inteiras se revezaram naquele ritual de dançar e arremessar pratos por sobre as cabeças nos pés dos dançarinos. Numa de minhas

Cerâmica pra quebradeira.
viagens, vi que há um certo preconceito pela Europa com essa felicidade gratuita dos gregos. Porque é felicidade mesmo. Festejam a vida e aproveitam o que ela tem de melhor: comer e dançar. Já tem um tempo que notei, mas ontem tive a certeza de que algum antepassado meu se enganou. Tenho sangue grego. E minha família toda veio de lá. Porque pra fazer barulho igual, só sendo grego mesmo.

video

Um pedacinho da festa.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Linda...

E como viajei no mês de março. Duas semanas antes de ir a BH estive em Floripa. Sem praia ou trilha, só apreciei o congestionamento na Hercílio Luz da janela do hotel. Se é pra ficar presa em engarrafamento, que seja o de lá. Só a vista da baia já me valeu o fim de semana. Mas um dia eu volto. E pra ficar. Porque essa cidade é linda.

Quero ser pedra no Inhotim...

Galeria Adriana Varejão
Há umas duas semanas estive em BH. Matei algumas saudades. Não todas. Mas consegui conhecer o Inhotim, em Brumadinho. Um cantim sossegado de mundo, sô. Lá onde o vento faz a curva. Onde o mineirim toma cafezim docim. Pita um cigarrim de páia. Lá, já havia conhecido o restaurante Topo do Mundo (minha foto do perfil é de lá). E também já havia feito uma trilha pelas pirambieiras do Morro do Chapéu. Ambos com vistas incríveis. Então, já sabia que ia encontrar um trem de outro mundo. Especial. O que encontrei foi um Instituto Cultural digno de primeiro mundo no mundo das artes. Um museu de arte contemporânea bacanérrimo. Mas que tem bem a cara de Minas. Na década de 80, o empresário Bernardo Paz cansou de colecionar quadros e resolveu colecionar arte contemporânea. Com dicas do amigo Burle Marx, transformou sua propriedade rural num espaço de quebrar queixo. Um desbunde. No meio de um acervo botânico, com espécies de tudo que é parte do Brasil (e acho que do mundo), arquitetos e artistas plásticos montaram suas obras. De Hélio Oticica a Tunga e Cildo Meirelles. Criatividade não faltou. Seja a céu aberto, seja na arquitetura dos edifícios ou nas próprias obras. E como ficou muito legal, o empresário resolveu abrir as portas e apresentar o mais contemporâneo dos museus contemporâneos do país. O Inhotim. Os programas educativos também já fazem parte do cardápio. E claro, restaurantes super charmosos acolhem na pausa para uma fresca e deliciosa restauração de forças. Porque o trem é grande di com força. Minha amiga, disse que na próxima encarnação vai querer ser pato do Inhotim. Eu bem que já me contentava em ser pedra de lá. Todas, muito bem tratadas. Ok. Tenho sim, uma reclamação. A sinalização na BR381 inexiste. Só sabia que era lá porque sabia que onde era Brumadinho. E a placa indicando o município vai passar sem ser vista.

Pato do Inhotim. Ao fundo Galeria do Lago com uma obra do Tunga (com T). Tudo vermelho.

Eu. Treinando pra virar pedra do Ihnotim...

Pedras do Inhotim.

Pera ao soyu do Inhotim.

Troca-troca. Do Jarbas Lopes.

Acho que esse Oticica cairia bem com as pedras do meu jardim.