quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Ubatuba


indo para o canto do mundo que os deuses fizeram pra mim. Um quintal de um azul estonteante. Mas que às vezes é verde, verdinho com aquela espuma branquinha e forrado com uma areia bem fininha e branca, muito branca. Tem também um jardim com coqueiros, bromélias, florzinhas coloridas, cigarras, muitas cigarras e aquele cheiro de umidade verde. Passarinhos, eu nem sei os nomes, mas tem muitos. Ah! Tem também os borrachudos com aquela comichãozinho gostosa pra dar uma coçadinha. Uma hora me mudo pra lá.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Mais notícias do Papai Noel....


Pra aproveitar meu ano escandinavo, trouxe do Yahoo notícias - 21/12/2007 mais sobre o "nórdico" mais famoso.
Finlândia e Groenlândia disputam casa do Papai Noel
"Anxo Lamela Copenhague, 21 dez (EFE).- A região finlandesa da Lapônia e a Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca, reivindicam há anos o direito de "propriedade" do local de residência do Papai Noel, uma disputa que inclui motivos sentimentais e culturais, mas também econômicos.
O personagem real que inspira o Papai Noel é São Nicolau, um bispo que viveu no século IV na atual Turquia, mas a figura ocidental à qual deu origem no século XIX, de criação eminentemente americana, coloca sua origem a milhares de quilômetros, no Pólo Norte.
A Finlândia está na frente na disputa desde que, no final dos anos 20, os programas de rádio unificaram o tradicional Joulupukki com a iconografia anglo-saxã de Papai Noel como um velhinho de barba branca e roupa vermelha, que em todas as vésperas de Natal distribui presentes pelo mundo às crianças em um trenó voador puxado por renas.
Para os finlandeses, e para grande parte das crianças do Ocidente, o Papai Noel vive na colina de Korvatunturi, perto da fronteira norte com a Rússia, de onde vai todos os dias para sua oficina de brinquedos em Rovaniemi, na Lapônia.
Meio milhão de pessoas, dois terços delas estrangeiras, visitam anualmente a casa finlandesa do Papai Noel, um dos melhores pontos turísticos da Lapônia, que inclui um canal de televisão pela internet em vários idiomas e o Santa Park, um parque temático escavado na montanha.
A denominação Joulupukki, que em finlandês significa "Cabra do Natal", procede da tradição escandinava da cabra como símbolo natalino.
Para as crianças dinamarquesas, no entanto, o Julemand (Homem do Natal) vive em Nuuk, a capital da Groenlândia, onde as autoridades locais tentam há décadas - mas com meios mais modestos - promover essa imagem, construindo inclusive uma história inspirada na mitologia inuit.
O escritório postal do Papai Noel em Nuuk recebe todos os anos cerca de 50.000 cartas, um número muito inferior às 700.000 de seu concorrente finlandês em 2006, segundo cálculos.
A controvérsia sobre sua residência é um dos temas recorrentes no Congresso Mundial de Papais Noéis, que acontece desde 1963 em julho no parque de atrações de Bakken, nos arredores de Copenhague.
A reunião reúne "representantes" de Papai Noel que chegaram de todo o mundo, mas a influência do anfitrião fica visível: este ano, ficou aprovado frente à oposição do representante finlandês que a residência de Papai Noel é na Groenlândia.
Embora com menos força, os suecos também reivindicam como sua a figura de Papai Noel, afirmando que o Jultomten (Gnomo do Natal) vive em Arvidsjaur, na Lapônia sueca, apesar de a cidade de Mora, mais ao sul da Suécia, reivindicar também esse direito, assim como a Rússia.
Um estudo publicado recentemente pela empresa de consultoria Sweco, com sede em Estocolmo e líder em áreas do meio ambiente, arquitetura e técnica, considera que a residência do Papai Noel fica a milhares de quilômetros da Escandinávia.
Tomando como base dados demográficos e outros, como a rotação da terra, a empresa conclui que o Papai Noel só pode viver em um lugar, se tem que ter tempo para viajar por todo o mundo de trenó para distribuir os presentes: nas montanhas do Quirguistão, na fronteira com o Cazaquistão, Ásia Central.
Vários meios de comunicação dinamarqueses e finlandeses criticaram o suposto caráter "científico" do estudo, por conter erros de cálculo, por exemplo, na velocidade das renas ou a presunção que deveria levar milhares de toneladas de brinquedos sobre seu trenó.
Mas isso não parece ter incomodado as autoridades quirguizes, que já alardearam o estudo e pensam em competir com a Groenlândia e a Finlândia na disputa pela casa do Papai Noel."


Este é o site do JOULUPUKIN da Finlândia. Já mandei meu e-mail e recebi minha resposta!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Saudade dos amigos...


Aproveitando minha semana literária... Sempre tive dificuldades em perceber quando é amigo e quando é conhecido. Achei a resposta. Perfeita. "Amigos são raros, conhecidos são muitos. Quer saber qual a diferença entre um e outro? No momento em que começamos a questionar e nos interessar, no momento em que formulamos o que gostaríamos de descobrir, no momento em que percorremos as curiosidades, o conhecido se fecha e o amigo se abre. O amigo tem a paciência de repetir. O conhecido suporta apenas a abordagem inicial. O amigo expõe suas fraquezas como prova de confiança. O conhecido esconde suas fraquezas para não se incomodar. Amigo é um conhecido com humor. Conhecido não tem humor, pressupõe que está sendo testado. Amigo tem autoridade; conhecido, autoritarismo." (Fabrício Carpinejar). Matei a saudade de muitos em SP. Mas ganhei a de alguns poucos que deixei em BH. Sempre tá faltando alguém. Nunca foi assim mas, às vezes, parecia que tinha que escolher entre eles e minha vida. Será que não dá pra ter os dois?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Entre dois amores...

Não dá pra dizer do que gosto mais. Acho que é como amor de mãe, sabe como é? Cinema e boa comida. Simplesmente não dá pra escolher. Pra mimar os dois, achei na Saraiva um livro pra dar de presente. Não dei. E agora ando saboreando meus dois amores de uma vez... Uma orgia cinemato-gastronômica. Ou gastrono-cinematográfica. Vai depender da ordem dos fatores. O livro começa assim: " São três os grandes prazeres da vida: comida, sexo e, é claro, cinema." Quem ficou sem o presente não sabe o que perdeu. O Cinema vai a mesa, Rubens Ewald Filho e Nilu Lebert, Melhoramentos, 2007.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto do pobre Nicholas...

Um achado do Mundo Líquido, pois não conheço o autor, Neil Gaiman. Então deixo o link pra você ir ler o conto do pobre Nicholas, que meu reloginho anda contando as horas para sua chegada...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Poeminho do contra

Como diria meu querido Quintana:
"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
E a vida passa.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Parque da Luz

Quando eu era menina, meu pai dizia que eu tinha que descer na Estação da Luz, porque era a estação do metrô feita para a nossa família e eu achava triste outras pessoas não poderem andar de metrô pois não havia todos os sobrenomes na linha... Desde a semana passada fiquei com vontade de caminhar pelo Parque da Luz (Foto_1), no centro de SP. Então no domingo, finalmente fui ao museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz (Foto_2), e fiz o meu passeio! Eu diria que tirei a barriga da miséria, pois ainda fui até o belo prédio da antiga Estação Sorocabana, que hoje dá lugar a Sala São Paulo, sede da OSESP (Orquestra Sinfônica de SP - foto_3)... que renderá outro programa inédito para esta paulistana botina amarela...
Estive também rapidamente pela Estação da Pinacoteca, prédio do antigo DEOPS nos anos pesados da ditadura militar (Foto_4). E transiteitranquilamente pelas ruas já vazias do Bom Retiro, onde poucas lojas funcionam aos domingos, mesmo nesta época do ano. Lá comi a melhor comida grega da cidade no Acrópolis (foto_5). Mesmo bem movimentado, o centro, num domingo ensolarado e as vésperas do Natal, é muito mais leve que durante a semana. Mas desde que cheguei, em agosto, tenho achado a cidade mais arejada: a retirada dos outdors simplesmente mostrou São Paulo. Minha amiga, Lizandra Magon, minha cicerone pela área, lembrou que ainda falta sumir com a fiação exposta que arrebenta com a bela arquitetura do centro. Acredito que na cidade ainda há muito a se fazer: pela população, pelo transporte, pelo meio ambiente, pela periferia, etc... etc... etc..., no entanto, desde que saí daqui há 6 anos, tenho visto que (mesmo que a passos de formiga) as coisas vêm melhorando. Esse cuidado com as áreas públicas é um exemplo... quando se percebe o respeito é mais fácil ter respeito. Acho que muita gente sente como eu... espero...

sábado, 1 de dezembro de 2007

Capoeira na Vila

Só pra me deixar com muita lumbriga de cair na roda, o Marcola me convidou esse ano, de novo, para assistir ao Festival de Capoeira que encerra as atividades do curso na Escola da Vila. Lá se vão 14 anos desde o primeiro que ele pediu para que fizesse as fotos... Só que desta fez eu tinha lá dois bons motivos para ir ver aquela garotada de pernas para o ar! ficando chata de tanta corujice...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Telegrama...

"Eu tava triste, tristinha...Mais sem graça que a top model magrela na passarela. Eu tava só, sozinha.Mais solitária que um paulistano, mais triste que um corinthiano, que vilão de filme mexicano. Tava mais boba que banda de rock, que um palhaço do circo vostok. Mas ontem eu recebi um telegrama. Era você de Aracaju ou do Alabama. Dizendo nega sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz que muito te ama, que tanto te ama. Por isso, hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria..." pra mim do Zeca Baleiro.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Brasil a Gosto

Ainda aproveitando Sampa, ontem fui conhecer os pratos da Cheff Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto nos Jardins. Foi a dica para o reencontro de mais de 15 anos (!!!) com minha amiga querida, a jornalista Lizandra Magon. E, dessa vez, a Canon funcionou!!! Colocamos o papo em dia com uma Tilápia com purê de mandioquinha: um espetáculo (Foto_1) e um peixe do Norte, que eu esqueci o nome !#$%, com vatapá e pequenos acarajés divinos (Foto_2). Na sobremesa quase delirei: tortinha com massa de cajú com um creme de chocolate amargo na medida deitada sobre uma geléia bem azedinha (foto_3)... uhm...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um mimo

Physalis: frutinha azedinha que veio na cesta de orgânicos da Viva com Orgânicos, da Alessandra Madeo. Uma delícia! Como ando lendo muito o blog da Neide... Estou aprendendo: Physalis é um gênero botânico, nome comum: fisales, pertencente à família Solanaceae. Physalis angulata, conhecida como camapú, capote ou saco de bode, é uma planta herbáceae, originária da Amazônia e dos Andes, a Physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia, é conhecida como uchuva, no Japão como hosuki e nos Açores como capuchos. A Physalis é nativa das regiões temperadas, quentes e subtropicais de todo o mundo. O gênero é caracterizado por um fruto alaranjado e pequeno, semelhante em tamanho, forma e estrutura a um tomate, mas envolvido por uma casca que deriva do verticilo. Como diz a Alessandra Madeo, "são bolinhas de ouro"... Achei um monte de trabalhos científicos no Gloogle Acadêmico sobre as propriedades medicinais desse tesouro...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Cineminha mais barato

De 26 a 29 de novembro, na rede Cinemark entrada a R$6,oo (inteira) e 3,oo (meia). E na sessão das 15h, R$4,oo e R$2,oo todos os dias.
Segunda - Lions for Lambs (Robert Redford, EUA, 2007). A guerra estúpida foi só o pretexto para a crítica sobre o que se faz com os grandes talentos e mentes geniais que sociedades como a americana (e seus valores) conseguem formar. Redford conseguiu ver e criticar além. Como diz um amigo meu, o que fazer para salvar o resto do dia?

sábado, 24 de novembro de 2007

Pinacoteca do Estado de SP

Acho a Pinacoteca do Estado um dos prédios mais bonitos que temos em SP (foto_1 e 2). Sempre fiquei de longe namorando a arquitetura e quando fui conhecer, claro que achei tão interessante quanto todo o conteúdo do museu. Projeto do Engenheiro Ramos de Azevedo, de 1897, a Pinacoteca (uma visão 360° linda!!!) foi o 1º Museu de Artes Plásticas de SP e abrigou também o Liceu de Artes e Ofícios. Ainda serviu de quartel durante a Revolução de 30 e a Revolução Constitucionalista de 32 e depois foi sede da Escola Paulista de Belas Artes e a Escola de Artes Dramáticas. Na foto_3: o maravilhoso candelábrio..Na foto_4: Pampulha de José Pedrosa. Adivinha onde tem um enorme igual a esse em BH?? Museu de Arte da Pampulha. Na foto_5: As cinco gordinhas na piscina, de Niki de Saint Phalle e o Tóten... Adorei!
Aos sábados é "di gratis"!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Santa Gula...

Na R.Fidalga, na Vila Madalena. Um charme. A foto é do antepasto, os pãezinhos são deliciosos. Vou repetir! Mesmo porque não consegui tirar
fotos dos pratos... a bateria da Canon, again.!#$%¨&*

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Calculando...

Camisa oficial da seleção brasileira- R$ 150,oo
Ingresso para o jogo do Brasil - R$ 80,oo
Amendoim e refri - R$ 10,oo
Assistir ao jogo do Brasil no Morumbi com meu afilhado - NÃO TEM PREÇO!
Falar muito palavrão, sem repressão, pra reclamar do Dunga - Não deu pra calcular!!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Livraria da Vila

Nova unidade da Livraria da Vila, na Lorena. Espaço gostoso pra curtir os livros antes de levá-los pra casa. E um mocachino quentinho depois na cafeteria. Uhm..que fim de tarde bom!

sábado, 17 de novembro de 2007

Família... Família....


"... cachorro, gato, galinha! Família... Família.... almoça junto todo dia! Nunca perde essa mania!"............. Tá ficando maiorrr!

sábado, 10 de novembro de 2007

Coisa de mulher...

Como não tenho coragem de cortar ou pintar meu cabelo, resolvi dar uma geral no blog... vontade de mudar dá nisso! Pra quem não botou fé quando eu contei sobre os resultados do feminismo na Escandinávia, que me impressionou em minha última viagem, dê uma olhada no ranking do Fórun Econômico Mundial no Yahoo Notícias do dia 08/11/2007. Os países nórdicos mantêm a liderança de igualdade entre os sexos nos salários, educação, saúde e participação política (o presidente da Finlândia é uma mulher). O Brasil ficou apenas no 74º. Não, não sou sexista, mas acho que a mulher brasileira tem que repensar seus valores... Mas enfim, tudo depende do ponto de vista. Quando estive no Egito, fiquei feliz por nossos homens serem apenas machistas ao modo brasileiro... Durante a viagem, cheguei a achar graça quando percebi que era rotina quererem saber onde estava meu marido e como me deixava viajar sozinha pelo mundo! Por mais de uma vez ofereceram camelos por mim ao amigo que me acompanhava!! Só me deram sossego quando cobri minhas madeixas. Acho que já sabem que ficamos chocadas e acabam fazendo graça com o assunto para jogar charme... Foi quando nosso guia nos disse que as mulheres devem se cobrir pois os homens são fracos e não conseguem controlar seus instintos! Fiquei pensando na força que essas mulheres têm que fazer, em dobro, por eles, que podem ter até 4 mulheres e casar de novo, ao passo que elas ao se separarem, devem ficar sozinhas pra sempre... No entanto, compreendi nossas diferenças culturais. Na foto_2, mulheres no povoado Núbio em Assuam, Egito, só usam preto e cobrem-se até para se refrescar no Nilo (Foto: Maria Lúcia Dornas). Mas isso não me faz acreditar que temos que aceitar desrespeitos a alguns direitos óbvios, como saúde, educação, salários e integridade física... que não podem estar vinculados a religiões, regimes políticos ou qualquer outra condição. Só somos sexo frágil quando se mede força física (há ainda as que sejam mais fortes que eles!!) mas na força da alma não há diferenças... as mulheres de Almodovar que sirvam de exemplo...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Luaaaa.....


Achei estas fotos do eclipse mais longo dos últimos 7 anos na Folha ciência on line... Uauuu... Só não dizia quando foi... Saudades da área do ap de BH, de lá dava pra ver TUDO!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais Slow...

Notícias do Slow Food e simpatizantes na Folha de SP. Divirtam-se!

Catálogo elenca produtos gastronômicos ameaçados de desaparecer
JANAINA FIDALGO da Folha de S.Paulo em 08/11/2007


Alimentos orgânicos são mais nutritivos, diz estudo
da Folha de S.Paulo em 01/11/2007


Doceiras, chefs e pesquisadores recuperam receitas tradicionais
VERENA FORNETTI Colaboração para a Folha em 19/10/2007


Essa daqui eu já provei!!!!
Pau-a-pique motiva riso nas doceiras; aprenda a fazer broa
Colaboração para a Folha em 19/10/2007

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cinematógrafo para crianças...

Sou suspeita pra falar do gênero no cinema, porque adoro Animações. As que são mesmo bem feitas, sempre conseguem aquele "que" a mais, e pode-se dizer que não foram feitas, na verdade, para as crianças. Nesta semana, assisti a uma, na TV por assinatura que está na programação do mês, que acabei perdendo quando estreou no cinema... uma pena... mas que me deliciei literalmente no sofá aqui de casa. "Os sem Floresta (2006)" da dupla Tim Johnson e Karey Kirkpatrick. E eles abordam exatamente um tema que a Ciência da Nutrição e, agora também, a Gastronomia têm discutido. Só que fazem isso com humor e de uma forma simples e fácil de entender pra quem não tem idéia do que está acontecendo. Um resumo bem estúpido, pois o melhor é ver o filme, é que os animais da tal floresta passam por um problema sério de "abastecimento" alimentar gerado pelo "progresso" e quando "acham" uma solução rápida, ela vem "recheada" de corantes, aromatizantes, espessantes, trans e colesterol e muito, mas muito açúcar e cafeína (!!!!)... e junto algumas das nóias decorrentes. Acredito que foi uma crítica bem construída e que pode dar uma ajuda na reflexão sobre o que queremos na nossa mesa. Eu recomendo! A foto é do filme e está no Yahoo Cinema.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

31 de outubro...

Foi por causa da minha xeretada diária no blog da Neide que eu lembrei lá, que dia 31 de outubro é o dia do Saci! Sempre achei um absurdo essa importação barata de tudo que é costume ou cultura estrangeira. Claro que não sou xenofóbica. Quem me conhece sabe que adoro viajar pra tudo que é canto do mundo para conhecer a vida de outros povos, mas daí a achar que tenho que introduzir tudo o que é de fora na minha vida porque é melhor do que o que eu tenho aqui, é outra história. Aliás foi por causa destas viagens que eu me toquei do valor do que tenho aqui que é só meu, nosso... Ainda acredito que vamos ter o Papai Noel Tupiniquim um dia desses fazendo sucesso nos meios midiáticos... Não sei como os modernistas não pensaram nisso! Acho que na década de 20 o Papai Noel vermelho da Coca-Cola ainda não era o fenômeno dos dias atuais... afinal, já o incorporamos e os pobres suam feito vacas mochas no nosso verão de torrar miolos... Ainda vou dar essa idéia pra a Antártica... Andei por estes dias macambúzia pensando como nossa cultura corporal foi reduzida aos esportes de quadra, ou ainda como nossas crianças nem tem idéia da riqueza de nossas danças folclóricas em todo esse Brasilzão véio e sem porteira. E depois de conhecer o Slow Food, fiquei achando que tinha que haver o "Slow Moviment" para resgatarmos o que temos de tradicional em nossa cultura no que diz respeito a brincadeiras, danças, jogos e movimento... Não dá pra não esquecer que temos um só nosso, resultado da miscigenação única que temos aqui: a Capoeira! Segundo a lenda indígena, o Saci é uma criança indígena, com apenas uma perna, de cor morena e que possui um rabo. Com a chegada dos africanos, acrescentou-se aí o fato de ele ser um negrinho que perdeu a perna jogando Capoeira! De lá também veio o cachimbinho e dos europeus a carapuça vermelha, fonte de todo o seu poder!!! Vive pregando peças e fazendo travessuras pra todo gosto! Quem consegue tomar o gorrinho do danado tem pra sempre o seu escravo! Eu só o conheci através das estórias de Monteiro Lobato, no Sítio do Pica-pau Amarelo. O meu, eu peguei na Wikipédia. E você? Já pegou o seu Saci?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Baleiro na Vila...

Estive no Congresso da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição) durante esta semana. Encontrei amigos da pós graduação e matei saudade dos velhos tempos. Na sexta, consegui sair de lá e levar minhas amigas nutricionistas de BH, Sabrina e Flávia, para comer no Josephine, na Vila Olímpia. Um Shirah Chileno (Alta Terra Andina) acompanhou o papo até a chegada dos risotos... pena que não levei a máquina (o meu era de alho porró com filé de salmão. Eu recomendo!!). Prometo voltar lá para fotografar! No sábado, encontrei amigos queridos, Marcola e Ana, no show do Zeca Baleiro no Festival de Poesia da Escola da Vila ... que senso de humor delicioso este "menino" tem! Minha Canon fez falta de novo. Vou começar a andar com ela na bolsa e sacá-la sempre que aparecer algo interessante. Acho que estou ficando maluca...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Brasília...

Só havia estado em Brasília muito rapidamente no ano de 1994, de passagem para Alto Paraíso, "o centro energético do mundo", como os moradores do Planalto Central chamam essa cidade. Mas sempre quis ver de perto os traços do, já por mim admirado, Oscar Niemeyer. Em BH, nunca me cansei de admirar as curvas de todo o complexo da Pampulha (Foto_1: Igreja da Pampulha... com pinturas do Portinari!)Lá a beleza da cidade parece completar a arte do gênio arquiteto. Assim, era óbvio que eu desejava conhecer a obra completa dele em Brasília. Na umidade rarefeita do Brasil Central eu ia admirar um museu a céu aberto... Assim, meu querido amigo de trilhas, George Luz (não, ele não é meu primo apesar de me chamar assim!!), recebeu-me na cidade! Mais tonta que nas altas altitudes, o ar seco do cerrado me deu uma certa noção alucinógena da cidade. Como pode me causar tanta estranhez um local cheio de obras de arte? O Plano Piloto me trouxe uma sensação de "lonjura" tão grande entre as coisas que o cansaço duplicou junto com o quentume do cerrado. Lembrei de Guimarães falando do "coisa ruim" no meio daquela poeira vermelha... Senti-me pequena e cansada. Muito cansada. Quando vi as duas metades, uma côncava e outra convexa (Foto_2: Prédio do Senado), lembrei do desencontro dos que andam por lá dentro. Imaginei não ter sido essa a idéia do comunista Niemeyer. Só consegui pensar: "Que cidade triste...que cidade triste". Foto_4: Palácio do Planalto... sem comentários....

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Momento sublime...

Enquanto a Feira de Agricultura Familiar e de Reforma Agrária rolava solta, alguns Chefs de Cozinha faziam arte e preparavam oficinas ou jantares beneficentes. Consegui ir em um deles: do Chef Ofir de Oliveira, do Restaurante Sabor Selvagem, de Belém. Além da comida maravilhosa, típica do Pará, ainda tive o prazer de conhecer e jantar junto a outros Chefs! Foto_1: Neide Rigo, Chef Margarida Nogueira, lider do Slow do Rio, Chef Ofir e eu (Foto cedida por Cenia Salles). Foto_2 (da esquerda para a direita): Chef Thereza Corção, de O Navegador, Rio de Janeiro. Chef Beto Pimentel (uma peça rara) do Paraíso Tropical, de Salvador. Chef Faustino, do Cantinho do Faustino, de Fortaleza. Chef Cenia Salles, do Empório Siriuba, de São Paulo. Ainda estavam o Chef Ulisses Dias, de Piracicaba e o jornalista Arnaldo Gomes, do Rio. Na Foto_4 o nosso presente: Peixe a Capitoa, com molho de Arubé (concentrado de tucupi que os índios usavam para preservar a caça) (sic)... nem abri minha boca pra falar nada... comida dos deuses do norte! E na Foto_5 o creme de cupuaçu... com esses estruzados que eu não me lembro do que eram... Estou convencida de que preciso urgentemente conhecer o Pará! Ah!!!! Como pude esquecer dos bolinhos de Piracuí com Pirarucu de entrada (Foto_6)??

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Mais experiência...


Participar do Terra Madre Brasil foi mais uma daquelas experiências inesquecíveis! Além de conhecer comida de tudo que é canto do Brasil e aprender sobre a importância de valorizarmos culturas agrícolas e gastronômicas tradicionais para a manutenção da biodiversidade, do sustento do pequeno produtor e da nossa saúde e do planeta ainda conheci gente do país todo mesmo: Pará, Maranhão, Amazonas, Tocantins, Goiás, Paraíba, Bahia, Minas, Rio Grande do Sul... E de várias etnias!!! Cada um com uma boa história para contar sobre um produto típico (muitos haviam sido esquecidos e têm sido resgatados) no campo e depois na mesa... A Neide caprichou em algumas no Come-se e com certeza ainda vai contar tantas outras que merecem um tempinho no dia para ler e degustar! Na Foto_1: Seu Bene e o Clayton, com o paneiro com a farinha d'água (mandioca) do Pará. Na Foto_2: o arroz vermelho da Paraíba, do Seu José. Outra história que eu já havia ouvido e me tocou, foi o movimento de mulheres pelo "Babaçu Livre" (Foto_3). Elas lutam para que os grandes latifundiários permitam a passagem pela terra para que coletem o babaçu, que não é usado para nada por eles e representa o sustento das famílias das "quebradeiras", como são chamadas as mulheres que trabalham na quebra do babaçu. Conheci também as histórias de algumas mulheres trabalhadoras em assentamentos rurais. O que sempre ouvi sobre os assentamentos na mídia não chega perto do que estas mulheres contaram e mostraram com os produtos na Feira de Agricultura Familiar e de Reforma Agrária. Produzem de tudo e representam o resgate da dignidade destas comunidades. Enfim, pareceu-me a solução para muitos de nossos problemas sociais: produção boa e limpa (sem defensivos e fertilizantes químicos) em pequenas propriedades permite trabalho para muita gente que, em vez de desistir do campo e correr para as grandes cidades para viver sem dignidade, podem dedicar-se a terra, viver dela e dar qualidade de vida para os que consomem seus produtos. É isso que o movimento do Slow Food chama de alimento "bonito, limpo e justo". O que para mim sempre pareceu óbvio, ainda tem um longo caminho a percorrer. Que bom que pelo menos o nome do Ministério do Desenvolvimento Agrário, um órgão Federal de peso, já aparece num evento como este... e a força dos Chefes de cozinha nem se fala. Aqui em SP, o Empório Siriuba aplica esses conceitos no seu trabalho. Conheci a Cenia Salles lá em Brasília e já fiquei curiosa pra ver o que ela faz no Siriuba. Vale a pena aderir.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Evento do Terra Madre Brasil - Slow Food

Em outubro vou participar pela 1ª vez de um evento do Terra Madre Brasil, em Brasília. A seguir o texto do próprio Terra Madre:


O Terra Madre Brasil acontecerá em Brasília, entre 04 e 07 de outubro de 2007, paralelamente à IV Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária.
O evento será realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, em colaboração com o Slow Food Internacional e ABRASEL-DF.
Na ocasião estarão reunidos representantes das
comunidades do alimento brasileiras, acadêmicos e chefs de cozinha da rede Terra Madre, e os líderes dos convivia Slow Food do Brasil. Contaremos também com a presença de representantes do Slow Food da América Latina e Itália.
Os Chefs de cozinha irão participar das Oficinas da Terra - momentos de discussão – fazendo intercâmbio com comunidades tradicionais, agricultores familiares, pescadores artesanais – todos produtores de alimentos de excelência gastronômica e oriundos da agrobiodiversidade brasileira.
O Terra Madre é um evento fechado ao público, mas fará uma interface interessante com a IV Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, através de um restaurante aberto ao público com alimentos preparados a partir de produtos da agricultura familiar, e um espaço gourmet, que oferecerá Oficinas do Gosto para crianças das escolas públicas, oficinas de
Ecogastronomia apresentadas pelos Chefs da rede Terra Madre, e eventos beneficentes – almoços e jantares preparados pelos Chefs de cozinha.

Já está confirmada a presença dos seguintes Chefs:

Beth Beltrão – Tiradentes (MG) - Restaurante Viradas do Largo
Dona Lucinha – Belo Horizonte (MG) - Restaurante Dona Lucinha
Fábio Sicília – Belém (PA) - Restaurante Dom Giuseppe
Faustino – Fortaleza (CE) - Restaurante Cantinho do Faustino
Francisco Ansiliero – Brasília (DF) - Restaurante Dom Francisco
Mara Alcamim – Brasília (DF) - Zuu aZdZ, Universal Diner, Empório Quitinete
Maria Olímpia – Visconde de Mauá (RJ) - Restaurante Fazenda do Mel
Teresa Corção – Rio de Janeiro (RJ) - Restaurante O Navegador
Rosa Hertz e Fernando Calderon – Rio de Janeiro
Laurent Suaudeau – São Paulo
Ulisses Dias – Piracicaba
Maria Madalena Oliveira Leite – Montes Claros
Maria do Céu – Manaus
Beto Pimentel – Salvador
César Santos – Recife
Ofir Oliveira – Belém
Murielle Dargaud – Pirenópolis
Emiliana Azambuja – Goiânia
Ivan Sartorato - Florianópolis
Ana Toscano, Maria de Fátima Hamu, Rita de Medeiros, Venceslau Calaf e Salti Sun – Brasília

Mais informações nos sites:

Terra Madre Brasil
Coordenação Geral: Lia Poggio e Roberta Marins de Sá. Colaboradores: Francisco Ansiliero, Guilherme Hamu, Kátia Karam Toralles, Marcia Riederer, Margarida Nogueira, Maria Antonia Moreira, Maria de Fátima Hamu.
Realização: Ministério do Desenvolvimento Agrário
Apoio: Slow Food. Instituto Iberoamericano de Cooperação para a Agricultura - IICA. Fundação Banco do Brasil Ministério da Ciência e Tecnologia, Secretaria de Inclusão Social Educação em Foco Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – DF – ABRASEL-DF.
Saiba mais:
Slow Food é uma organização internacional que forma o público em matéria de alimentos e sabor, trabalha para preservar a agrobiodiversidade, organiza eventos e publica livros e revistas. Começou na Itália em 1986 e atualmente conta com mais de 83.000 membros em 122 países, e filiais na Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. Os membros do Slow Food pertencem a grupos locais (conhecidos como condotte na Itália e convivium em outros lugares) que organizam cursos, degustações de alimentos, jantares e viagens ligadas a gastronomia. Esses grupos promovem as campanhas da organização no nível local e participam de eventos internacionais do Slow Food. www.slowfoodbrasil.com
A Fundação Slow Food para Biodiversidade tem em mente um novo sistema agrícola que respeite as identidades locais, os recursos da Terra, a pecuária sustentável e a saúde de consumidores. Fundada em 2003, a Fundação Slow Food para a Biodiversidade é uma organização sem fins lucrativos estabelecida para promover o apoio econômico às atividades do Slow Food, salvaguardando a biodiversidade através das Fortalezas, da Arca do Gosto e da rede de mercados de produtores.
Desde agosto de 2004 a Fundação Slow Food tem um acordo de cooperação internacional com o Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil (MDA), e os programas do Slow Food são realizados no país com o apoio do MDA.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Minha cidade

Neste sábado tivemos o Dia Mundial sem Carro. Eu, a ecochata mais chata que eu conheço não consegui ficar sem o meu, nem para ir a ginástica que fica a apenas 5km da minha casa! Não porque ele virou uma extensão de meu corpo, mesmo que isso às vezes pareça verdade, mas simplesmente porque não há vias seguras para ciclistas e pedestres na região de SP onde moro. É uma vergonha, mas não há na zona Sul inteira qualquer alternativa para este tipo de locomoção em grandes distâncias. Como faço para atravessar a Ponte do Socorro ou a Ponte de Interlagos montada em minha bike pink sem ser atropelada? Na minha última tentativa, numa área muito mais amena (no laguinho de Interlagos), fiquei sem a bike. E nisso lá se vão uns 10 anos! Imagine hoje? No último congresso que estive, do European College of Sports Science, ouvi novamente o Prof.Vitor Madsudo falar de formas de intervenções nas comunidades para melhorar o nível de atividade física espontânea das populações. Além disso, nunca o país esteve tão atento às questões ambientais como agora. Mas ainda não vi nenhuma iniciativa, pública ou privada, para melhorar as possibilidades de locomoção para os ciclistas, pedestres, patinadores e outras tantas opções desmotorizadas. E não acredito que seria algum tipo de projeto apenas para as elites ou para os aficionados por atividade física. Desde sempre vejo muitos trabalhadores e estudantes das redondezas (há muitas fábricas, escolas e centros universitários por aqui também!) disputando deslealmente espaços com motos, carros e ônibus sem a menor noção de respeito para com os "veículos" menores. Sem contar as possibilidades de um assalto. Considero-os corajosos e loucos ao mesmo tempo, pelo risco a que se expõe. O interessante é que nunca vi nenhuma mulher nesta situação. Se o respeito já é menor dentro de um carro, imagine sobre duas rodas? Não há loucura suficiente! Poder tornar nossa vida mais ativa e não depender apenas dos transportes públicos lotados e demorados ou ainda dos privados caros, poluentes e estressantes não seria mal numa cidade com o maior PIB da América Latina. Não me impressiono com muita coisa no exterior. Os museus e as cervejas constam nesta lista. Mas o espaço que as bicicletas têm nas cidades por onde passei permanecem na 1ª colocação (Já escrevi sobre elas quando passei por Jyväskylä, na Finlândia). E me despertou o desejo de provar algo que dificilmente teremos no futuro próximo por aqui: o prazer de pedalar por ciclovias com segurança. Foto _1: minha bicicleta alugada na Dinamarca estacionada em frente ao Prédio do Senado. Na foto_2 um semáforo triplo em Copenhagen: uma via de pedestres, outra de carros e a terceira, e mais utilizada, de ciclistas. Na foto_3 um dos muitos estacionamentos de bikes que vi em toda a Escandinávia. Esse também é em Copenhagen na Dinamarca.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Minha 1ª aula de pão!

Demorou mas eu consegui minha (!!!) aula de pão na casa da Neide! Depois de minha pequena chantagem com o fubá de canjiquinha de Minas e o chocolate dark da Suécia (uma delíciaaaa!!!) consegui ver minha amiga com a mão na massa e ainda ganhei uma para sovar só para mim!!! Até esqueci da máquina para registrar!! Mas não vou desistir do meu estágio na cozinha dela! Cheia de vidrinhos coloridos e cheirosos e utensílios deliciosos, passear pela cozinha da Neide é como visitar um museu: uma surpresa atrás da outra! Na foto_1 os que ela fez só com farinha branca. Entendi como ela usa a gilete para fazer os cortes que dão esse charme todo... Nesses outros (Foto_2) ela acrescentou aveia e farelo de trigo... e me colocou para sovar e depois moldar... Apesar de desconjuntados ficaram uma delícia! Ganhei esse gorducho para o café da manhã de 2ªF! Olha a cor do chá de especiarias (Foto_3)! Já anotei como fazer a fermentação natural!!! Agora tenho que conseguir ver a Sandra fazer o pão de batata! Esse vai ser uma briga!!! Ah! esqueci das Sacolas de Pano da Ecorreta... a grife dela e da irmã... Vou ter que voltar... rs... Minha prof. também de blog!!! Parabéns pelo sucesso! Sou sua fã nº2 porque a Nina vai querer o 1º lugar, ?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

BH...

Nesta semana estive em BH para resolver uma coisas e encontrei amigos queridos, César e Lucinha. E de novo ouvi a mesma bronca: como você ainda não conhece o Museu de Artes e Ofícios (Foto_1 e _2)? E como das outras vezes encheram de elogios o tal museu. Como sempre fico com pé atrás com os museus por aqui, ainda não havia me animado. No meio das coisas chatas que eu precisava fazer, tive um tempinho na tarde de 3ªF e fui até a Praça da Estação. Vou dizer o mesmo para meus amigos: Como você ainda não conhece este museu???? Vou chutar (mesmo sem conhecer muitos outros por aqui, mas com base nos que já conheço e que, provavelmente, seriam os mais legais) que o Museu de Artes e Ofícios de BH é sem dúvida o mais bem montado da América do Sul! Tudo muito bem disposto e explicado, com uma iluminação linda num prédio restaurado... maravilhoso! Funcionários bem informados e simpáticos. Até os banheiro são exemplares... Adoro visitar banheiro de museu e restaurante, pois sempre dão uma idéia do quanto realmente cuidam do lugar... Um trabalho digno de 1º mundo mesmo! Os Jardins das Energias ao ar livre, os detalhes de cada um dos ofícios descritos... o piso da sala que dá ao mezanino: azulejos hidráulicos!!! E quando eu já me achava o suficientemente embasbacada eu encontrei, no 2º andar, a sala mais bonita, em termos de arquitetura, do museu. E nela estão dispostos vários artefatos relacionados aos Ofícios da Conservação e Transformação dos Alimentos! Precisa dizer que eu perdi a hora olhando os multi-mídias e as histórias? "A farinha serve pra 3 coisas: engrossar o fino, esfriar o quente e aumentar o pouco". Formas para fazer queijo, rolos antigos para macarrão e capelete, engenhocas para fazer a farinha de mani-oca e fubá... Sentei-me no chão para ver um filme no telão e pude apreciar o teto... cheio de detalhes... Ainda tinha mais... No túnel sob o trilhos dos trens da Estação Central, que leva o visitante do prédio A para o prédio B, há dois painéis ao longo de todo o túnel com o nome e a profissão de cada um dos funcionários que fizeram parte da história deste museu! Uma pena não poder fotografar nada porque assim seria mais fácil convencer as pessoas de que realmente é um trabalho único! Obrigada pela dica!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pra não perder o tom mineiro do bom humor...

Dizem que esse diálogo aconteceu não muito longe de BH... acho até que conheci esse minierim... Presente da Maria Lúcia... Divirtam-se!
- Hummm...
- Hummm...
- Eca!!!
- Eca???? Quem falou Eca?
- Fui eu, ! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu ! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, la isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, ? fora, seu frutinha adamascada!!!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzí-lo no...
- Mais num vai introduzí mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocêbrincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de metê um tapa na sua cara desavergonhada!!!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num não, fio de um cão! Mas num , memo!!! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento!!! Engulidô de rôia!!!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim!!! E é um...e é dois...e é treis!!! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!!!...