domingo, 26 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Questão de acessibilidade...


Em 2007, levei a sexagenária aqui de casa pra tomar a vacida da gripe no posto de saúde da Pampulha, em Belo Horizonte, onde eu morava na época. Um lugar super organizado, limpo e agradável. Tão diferente de tantos outros que é comum vermos pelos noticiários. Durante a pequena espera, notei um aviso escrito manualmente em cartolina rosa. Dava algumas explicações sobre a vacina. Coisas como apenas os idosos terem direito à dose gratuita e ainda, que não se pega gripe tomando a vacina já que o virus usado está "atenuado" e "fragmentado". Como usavam o termo técnico, pra completar essa última explicação, diziam: "...ou seja, morto e picado!" Depois de rirmos muito com a explicação engraçada, consegui ver o quanto é importante um agente de saúde que trabalha diretamente com o público absolutamente leigo deve ser paciente e didático. Provavelmente em outro lugar diriam apenas que entendem do negócio e que temos simplesmente que aceitar a ordem das coisas. Acho que daí é que nascem as lendas urbanas. Nossa sexagenária nunca mais reclamou de tomar a vacina. Também não acredita mais que fica gripada porque toma a tal vacina, afinal o bicho tá mortinho e picadinho. Direitinho.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Easter Codfish...


Todo mundo já sabe da animação da minha grande e barulhenta família ítalo-caipira, com direito a agregados da mesma espécie. E também que minha irmã arrumou uma família murrugo-italinana do mesmo calibre que, com a mesma sorte, traz agregados que só aumentam o barulho. Animada, boa de garfo e com receitas de família tão boas quanto as nossas. Então, só pra manter a tradição das famílias, na Páscoa teve o Bacalhau do Meu Cunhado, que já recebeu esse apelido mas que na verdade são de dois tipos. Um Às Natas e outro Ao Brás. Uma saladinha e também uma boa pasta, pros mais enjoadinhos, completaram o menu com o vinho português do Seu Zé, que foi "amplamente" apreciado por uma das agregadas movida à etanol. Conseguem imaginar a bagunça? Então, a Nega, pra mostrar "celvisso", serviu o arroz branco feito pelo marido nas forminhas lindíssimas da tuppeware ($). Uma arte só. Mas pra falar a verdade, acho que era pra controlar o consumo per capita mesmo (!#$%¨&*). Ou vai ver, só marketing ($). Mas tava tudo muito bunito e bão mesmo.

Mas arte pra valer é com essa turma aí.

Bom, daí no domingo teve churrasco no Embu e o Giba tirou o escorpião da porta do cofre que ele tem embaixo do colchão. Serviu a cachaça cearense tipo exportação pras primas pinguças lumbriguentas. Só regulou mesmo os charutos cubanos... Tô achando que ele serviu foi mesmo uma Velho Barreiro na garrafa da Ypioca, só pra tirar onda com a gente!

O limão é o Siciliano, que ele plantou lá. A Caninha adora.

Até a lagarta ficou espantadona!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Reciclagem de páscoa...


Minha família nunca teve o hábito de trocar presentes no Natal ou na Páscoa. No máximo um amigo secreto. As reuniões animadas regadas a muita comida sempre foram o mais importante. Mas com o advento dos agregados, a nova geração de crianças e o vírus inexorável do consumo, nas últimas páscoas, um fenômeno interessante e deveras engraçado tem circundado nossa convivência doméstica. A reciclagem. De ovos e colombas. Não estou reclamando de nada, não. Aliás acho ótemo. Imagine termos que comer todos os chocolates que ganharmos? Haja saúde. Então, se ganhei demais, passo pra frente. Mas o engraçado é que tem ovo já na terceira reciclagem. Então, não compro nada. Desperdício é a palavra démodé da década.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Humoridade....


Eu mais que ninguém entendo que sempre há o dia em que levantamos com o pé esquerdo e fica difícil achar qualquer coisa engraçada. Nesse dia tento ficar em casa e não puxar conversa com quem tá mais animado que eu. Com mais sorte, consigo me contagiar com a animação alheia. Rir de nossas próprias mazelas facilita um tanto. E não tenho dúvidas de que se trata de um charme a mais, porque traz um bocado de auto-crítica e, óbvio, bom humor. O que não dá pra descartar como fundamental. Mais que beleza ou inteligência. E pior do que aquele que não consegue rir de si mesmo, é o tal que adora sacanear todo mundo mas fica vermelho de raiva e desaba em impropérios quando chega sua vez. Melhor ficar de fora da conversa, não é mesmo? Mal humor crônico parece que será o mal dos anos 2010. Não me importarei quando chegarem as rugas, cabelos brancos ou as juntas duras e doloridas. Envelhecer faz parte do destino da humanidade. Mas vou tomar o remedinho mágico para não perder o humor pela vida.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Efeito boboleta...


Bénabar - L'Effet Papillon

"C'est l'effect papillon: petites causes, grandes conséquences...petites choses dégâts (estragos) immenses!"

http://www.youtube.com/watch?v=bAs8gN0j2Z8

Nem precisa traduzir...FANTASTIQUE!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Escondidinho do meu cunhado...

Tem tanta coisa pra postar aqui que vou acabar colocando tudo atrasado mesmo. Enfim. Em fevereiro teve aniversário da Neguinha. E de novidade ganhamos um Escondidinho de Carne Seca. A mais nova especialidade do meu cunhado. O Leo perguntou: - "Só tem isso pra comer?" Mas não vou mentir, não precisou mais nada. Agora, estamos esperando um de bacalhau. Quem sabe na Sexta Feira Santa ele se anima...

domingo, 5 de abril de 2009

Mundo pequeno...


Que São Paulo é uma cidade cheia de restôs pra lá de bons, escondidos, aparecidos, de gastronomia de tudo que é lugar do planeta, eu já havia percebido. Mas Santo Amaro? Meu imenso bairro tem me surpreendido dia após dia. Recebi um convite pra conhecer um restaurante Grego. - "Ah! Mas já fui ao Acrópolis, no Bom Retiro, umas três vezes. É realmente muito bom". - "Não. É o Café Olímpia, na Estilo Barroco, em frente ao Borba Gato, em Santo Amaro mesmo". Quase esquina com a Américo Brasiliense, na Chácara Santo Antônio, passo em frente todos os dias e nunca vi o tal do lugar. Total escondido pelas trepadeiras do largo muro. O nome do lugar, bem pequeno e pintado em letras azuis, foi impossível de localizar de dentro do carro. Mas depois de estacionar tranquilamente na própria rua, a porta se abriu e pude ver um lugar grande com fotos de praias paradisíacas e prêmios gastronômicos

decorando as paredes branquinhas junto com as bandeiras da Grécia e do Brasil, alinhadas pra receber o cliente. Um antepasto de beringela e outro de iogurte com pepinos e erva doce acompanharam charutinhos e almôndegas miúdas. Tudo muito gostoso.

Mussaka e carne de vitelo.

Ouzo, a bebida forte a base de anis, e um mussaka e carne de vitelo, com o toque perfeito da canela, completaram o banquete grego. Não demorou a música ao vivo começar. Muito alta. Não dava mais pra conversar. Então o restaurante inteiro, inteiro mesmo, se levantou pra dançar. Ver homens dançando sem medo de absolutamente nada é o charme mais encantador que se pode provar.

Mocinhos gregos dançando. E lindos.

Um astral delicioso que sempre vai até o meio da madrugada. Minhas energias acabaram antes, mas várias gerações de família inteiras se revezaram naquele ritual de dançar e arremessar pratos por sobre as cabeças nos pés dos dançarinos. Numa de minhas

Cerâmica pra quebradeira.

viagens, vi que há um certo preconceito pela Europa com essa felicidade gratuita dos gregos. Porque é felicidade mesmo. Festejam a vida e aproveitam o que ela tem de melhor: comer e dançar. Já tem um tempo que notei, mas ontem tive a certeza de que algum antepassado meu se enganou. Tenho sangue grego. E minha família toda veio de lá. Porque pra fazer barulho igual, só sendo grego mesmo.


video

Um pedacinho da festa.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Linda...



E como viajei no mês de março. Duas semanas antes de ir a BH estive em Floripa. Sem praia ou trilha, só apreciei o congestionamento na Hercílio Luz da janela do hotel. Se é pra ficar presa em engarrafamento, que seja o de lá. Só a vista da baia já me valeu o fim de semana. Mas um dia eu volto. E pra ficar. Porque essa cidade é linda.

Quero ser pedra no Inhotim...

Galeria Adriana Varejão
Há umas duas semanas estive em BH. Matei algumas saudades. Não todas. Mas consegui conhecer o Inhotim, em Brumadinho. Um cantim sossegado de mundo, sô. Lá onde o vento faz a curva. Onde o mineirim toma cafezim docim. Pita um cigarrim de páia. Lá, já havia conhecido o restaurante Topo do Mundo (minha foto do perfil é de lá). E também já havia feito uma trilha pelas pirambieiras do Morro do Chapéu. Ambos com vistas incríveis. Então, já sabia que ia encontrar um trem de outro mundo. Especial. O que encontrei foi um Instituto Cultural digno de primeiro mundo no mundo das artes. Um museu de arte contemporânea bacanérrimo. Mas que tem bem a cara de Minas. Na década de 80, o empresário Bernardo Paz cansou de colecionar quadros e resolveu colecionar arte contemporânea. Com dicas do amigo Burle Marx, transformou sua propriedade rural num espaço de quebrar queixo. Um desbunde. No meio de um acervo botânico, com espécies de tudo que é parte do Brasil (e acho que do mundo), arquitetos e artistas plásticos montaram suas obras. De Hélio Oticica a Tunga e Cildo Meirelles. Criatividade não faltou. Seja a céu aberto, seja na arquitetura dos edifícios ou nas próprias obras. E como ficou muito legal, o empresário resolveu abrir as portas e apresentar o mais contemporâneo dos museus contemporâneos do país. O Inhotim. Os programas educativos também já fazem parte do cardápio. E claro, restaurantes super charmosos acolhem na pausa para uma fresca e deliciosa restauração de forças. Porque o trem é grande di com força. Minha amiga, disse que na próxima encarnação vai querer ser pato do Inhotim. Eu bem que já me contentava em ser pedra de lá. Todas, muito bem tratadas. Ok. Tenho sim, uma reclamação. A sinalização na BR381 inexiste. Só sabia que era lá porque sabia que onde era Brumadinho. E a placa indicando o município vai passar sem ser vista.

Pato do Inhotim. Ao fundo Galeria do Lago com uma obra do Tunga (com T). Tudo vermelho.

Eu. Treinando pra virar pedra do Ihnotim...

Pedras do Inhotim.

Pera ao soyu do Inhotim.

Troca-troca. Do Jarbas Lopes.

Acho que esse Oticica cairia bem com as pedras do meu jardim.